Candidatos mineiros são monitorados por suspeita de envolvimento em crimes, diz MPF
14/09/2026
(Foto: Reprodução) MPE e Polícia Federal monitoram candidatos suspeitos de ligação com crime organizado
A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais está monitorando pelo menos 50 nomes de candidatos mineiros suspeitos de envolvimento com diferentes tipos de crime no estado. A maioria deles concorre aos cargos de deputado federal e deputado estadual, segundo informações obtidas pela TV Integração junto ao Ministério Público Federal (MPF).
Os candidatos monitorados nas listas do MP e da PF tiveram seus pedidos de registros de candidatura aprovados porque, segundo a Procuradoria, não tinham condenações, o que é exigido pela legislação.
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Segundo as informações, a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais também prepara uma lista com nomes de candidatos investigados pela instituição e trabalha em parceria com o Ministério Público Eleitoral (MPE). Na lista da PF, há nomes suspeitos de envolvimento com o crime organizado no estado.
No Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o Gabinete Institucional de Segurança (GIS) também está monitorando nomes suspeitos.
Fachada prédio Ministério Público Federal Belo Horizonte
Ministério Público Federal/Divulgação
Preocupação com infiltração criminosa
Segundo o Ministério Público Eleitoral, o acompanhamento busca identificar possíveis tentativas de influência de organizações criminosas no processo eleitoral. Além disso, há uma tentativa de frear o avanço de candidaturas de pessoas que estão envolvidas com outros tipos de crimes no estado.
"A prioridade do Ministério Público Eleitoral é coibir que esses envolvidos com organizações criminosas, estamos falando de milícias e de facções criminosas, se infiltrem no processo eleitoral. A ideia é impedir que eles se apropriem das estruturas de poder", disse Tarcísio Henriques, procurador Regional Eleitoral de Minas Gerais.
Segundo MP e PF, os nomes dos candidatos não foram divulgados para não prejudicar as investigações. A Polícia Federal informou, em nota, que "não se manifesta sobre eventuais investigações em andamento" e que "não divulga informações que possam comprometer o sigilo ou as técnicas e estratégias empregadas em suas atividades investigativas".
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Pedidos de impugnação
O prazo para que o Ministério Público peça a impugnação de registros de candidatura terminou. A Procuradoria Regional Eleitoral pediu 43 impugnações, 15 delas por condenações criminais.
Apesar da efetivação das candidaturas, o Procurador Regional Eleitoral afirmou que, dependendo das comprovações de participação em crimes e dos riscos ao processo eleitoral, é possível barrar a posse de um candidato mesmo depois de eleito.
"O Ministério Público em outros estados já promoveu impugnações com base nesse argumento de que a pura e simples existência, independentemente da condenação transitada em julgado por envolvimento em organizações criminosas, leva ao impedimento da candidatura. A questão é de natureza constitucional. Então nós podemos alegar a vinculação de eventual candidato que já tenham conseguido a aprovação do registro em momentos posteriores, até mesmo depois da eleição", disse Tarcísio.
A Procuradoria Regional Eleitoral não descarta a possibilidade de acionar a justiça contra candidaturas após as eleições.
"Na eventualidade da eleição de um membro de uma organização criminosa ou de uma milícia aqui no estado, vamos apresentar a ação depois", afirmou Tarcísio.
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